Ontem, no Twitter, ela tuitou, e deus e o mundo retuitaram:
¿Por qué la mayoría de los gobiernos de América Latina guarda silencio sobre los que está ocurriendo en Cuba? Necesitamos de su solidaridad
Mas exatamente o que Yoani Sanchez quer de nós e dos governos da América Latina? O que temos a ver com o fato de estar sendo silenciada em seu próprio país?


Sim, Cuba é uma ditadura anti-democrática, sob embargo econômico, onde os cidadãos ainda não têm liberdade de expressão plena, nem gozam de muitos dos direitos garantidos pelas democracias latino-americanas, mas o que Yoani Sanchez quer de nós?
Ela quer interferência internacional em seu país? É por isso que está clamando? Quer ver soldados internacionais invadindo seu país para salvaguardar sua liberdade de blogar? Quer pressão internacional sobre os problemas políticos internos de seu país soberano?
Vocês já viram Sendero Luminoso, FARC, MST, zapatistas, etc etc, reclamando que são uns coitadinhos e que ninguém fala deles? Essas lutas, e as de Yoani, são assuntos domésticos que não dizem respeito a estrangeiros.
Amo e estudo Cuba e desejo mais do que tudo ver uma Cuba, de fato, livre. Mas a luta por liberdade em Cuba é uma luta interna do povo cubano. Se for conquistada pelos "gobiernos de America Latina", Cuba trocará apenas um mestre pelo outro.
Desculpa, Yoani, mas liberdade cada um tem que lutar pela sua. Acho seu blog pessoalmente meio chato, mas você tem toda minha simpatia em sua luta. Te desejo toda a sorte do mundo, mas deixe o resto do mundo em paz.
Como todos os povos livres do mundo, os cubanos tem todas as condições de conquistar sua liberdade por conta própria. Não nos envolva nisso.
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Talvez a parte mais nociva do "efeito Yoani" seja dar munição e argumentos aos reacionários mais nojentos e fascistas do Brasil, gente que não possui nem a capacidade intelectual de distinguir entre críticas ao governo ditatorial de Fidel e críticas à própria nação cubana, e que saem por aí falando em ser "pró-Cuba" ou "anti-Cuba", como se isso fosse possível.
Eu não sei vocês mas eu, que nem mesmo sou patriota, ficaria enojado comigo mesmo se minhas críticas ao governo do meu país fornecessem argumentos para os nojentos conservadores americanos ficarem atacando o Brasil como um todo.
Um país é mais que seu governo, crianças. É perfeitamente possível amar os EUA sem apoiar Bush e sua guerra criminosa, amar Cuba sem apoiar a ditadura de Fidel, amar o Brasil sem apoiar Lula e seu bolsa-família. Aprendam.
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Meu livro sobre Cuba, Radical Rebelde Revolucionário, escrito em 2007, e disponível em forma de ebook, está vendendo muito bem, obrigado. Algumas das melhores crônicas estão disponíveis no blog. Para todas as outras, só comprando o livro. Abaixo, algumas das minhas preferidas:
O Período Especial e seu Apartheid
A Salada Monetária Cubana
Os Jineteiros
Dionisio, Um Chileno Malandro
As Jineteiras
Cinema Cubano
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Para quem tiver curiosidade, eis aqui algumas coisas que já disseram sobre o livro:
Por Que Che Não Escreveu Isso Antes?, pelo insuspeito anti-comunista Adailton Persegonha, do Leite de Pato:
o desfilar de seus personagens reais, a paisagem de um país perdido entre o presente, o passado e um futuro sempre incerto, as confusões de suas diversas moedas, sua crítica ácida (e ranzinza no meu modo de ver) do turismo sob a batuta do seu imenso poder de observação e objetividade me fizeram ter um sonho: ver este livro lançado em território cubano!

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Chato, Crítico e Cínico, por Marcos Donizetti:
"Alex Castro é outro tipo de pessoa, tão ou mais irritante que os já citados, para ser sincero. Seja ele visto como um liberal libertário ou como um rebelde revolucionário, ele na verdade é um chato, crítico e cínico. É exatamente por isso que eu o acho a pessoa mais “confiável” para falar sobre Cuba, por mais que ele mesmo deixe claro já no início de seu livro Radical Rebelde Revolucionário que talvez nada do que ele relata nas 155 páginas seguintes seja verdade. É um bom começo."
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E o Alex Castro Gosta de Picadura, do Uber-Blogueiro Cardoso:
Hum. Intelectual. Que fuma cachimbo. Passeando em Cuba bancado por universidades para estudar a Disneylandia do Socialismo? Isso sempre dá naqueles livros chatíssimos onde o cara republica propaganda do Partido, ou então é escrito por um anticomunista ferrenho que vai passar o tempo todo falando das atrocidades da Revolução. Todo livro sobre Cuba cai nesses dois modelos. (...)
O livro é excelente, li de uma sentada só, mesmo com isso soando altamente comprometedor em um post com esse título. São 155 páginas com crônicas deliciosas, onde ele conta seu dia-a-dia na terra de Fidel. Ele descreve um povo como qualquer outro. Alegre, triste, otimista, conformado, assustado, orgulhoso, envergonhado.
Ele encontrou Dolores, a bibliotecária mais sensual desde a Barbara Gordon, descobriu que os cubanos também usam o Jeitinho Brasileiro e aprendeu que quem decide o menu é o burocrata do Governo que escolhe quais produtos colocar nas lojas naquela semana. Passou por saias justas com vendedoras de abacaxi, apaixonou-se por vários pés (longa história) e enganou a polícia para tomar sorvete barato.
Alex alterna momentos líricos com o mais puro sarcasmo. (...) Ele comete vários pecados que farão com que a Academia odeie seu livro, e desejasse estar sob o Regime Cubano, onde Alex seria preso e seus livros proibidos. Ele cita o prosperidade artificial graças ao Regime Soviético, conta que os jornais oficiais são subsidiados, e que o povo os usa como substituto de papel higiênico, conta dos táxis para cidadãos, proibidos por lei de levar turistas, e constantemente parados pelo polícia. (...)
Mesmo assim, Radical Rebelde Revolucionário não é um ebook-denúncia. Nem tudo é ruim, nem tudo é um dramalhão mexicano. Alex não tem uma agenda oculta através do livro. Ele consegue falar mal de uma coisa, e na próxima crônica falar bem de outra. Mostra que por detrás da propaganda e da antipropaganda há gente. E gente é sempre interessante.
Recomendo muito a leitura do livro.
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Leia mais sobre o livro ou já vá direto comprar. Você recebe o livro por email assim que o pagamento cair.




La vulneración de los derechos humanos en cualquier nación es un tema en el que tienen que meterse todos los ciudadanos del mundo.
ReplyDeleteCuando en Sudáfrica gobernaba un régimen racista donde se practicaba el apartheit, todos los países del mundo lo condenaron. Gracias a esa lucha mundial ahora Sudáfrica es un país libre.
Si el mundo aplicase la misma energía por luchar por una Cuba libre, como en su día dedico a luchar contra el régimen racista de Sudáfrica, hace tiempo que Cuba sería un país donde se respetan los derechos humanos.
Lo que pasa con Cuba es simple: si Cuba fuera un país cualquiera como, el mío o el de cualquier latinoamericano, donde hoy en día nosotros los treintañeros tenemos que cargar con los resabios de las dictaduras pasadas, nadie nos daría la mínima importancia. A nadie le importa que vivamos la dictadura del capitalismo dentro de nuestros países en donde derechos son bienes de consumo como la educación o la salud. Si yo escribiera un blog pidiéndole al mundo que me ayude a combatir a este gobierno asistencialista y paternalista que no permite la libre expresión al mejor estilo Chavez, a nadie le importaría porque estamos encuadrados dentro de lo que se considera un país democrático. Ahora, como Cuba todavía representa el sueño de lo que pudo haber sido y no fue, tiene un efecto especial, es el enemigo número de uno. Sí considero que que somos todos responsables por todo y por todos, no somos una isla (no la geográfica). Hay que denunciar, hay que informarse, hay que ser solidarios. Pero los vientos de cambio comienzan por el pueblo, y no por diez mil marines que me dicen cómo debo ser democrático. No comienza con la presión internacional de países que sabemos, porque vivimos en ellos, no son el ejemplo de nada. Y sobre todo, no se pide intervención internacional en un páis que fue el mejor ejemplo en algún momento de la historia de la autogestión.
ReplyDeletePor que não lutam por uma China livre? Por uma África sem conflitos? Pela paz no oriente médio? Pelo se próprio país melhor? Cuba é uma ditadura, não concordo com ditaduras. Sou verborrágico, prolixo, falo pelos cotovelos, e provavelmente já estaria em algum calabouço cubano se vivesse lá, mas e os cubanos médios? A massa da população? eles são subnutridos? Tem acesso cercado a educação, cultura e saúde pública? Lá, se há falta de algo, pode ser, assim, por acaso, devido ao embargo econômico norte americano e aliados. O povo não está morrendo. Não há crianças armadas nas estradas ou conflitos nas favelas. Estamos discutindo o limiar da influência do estado sob a liberdade individual para o funcionamento da sociedade, uma discussão justa, pertinente, mas não peçam para declarar guerra a um país por isso. Vão encher a China!
ReplyDeletehey @aplusk please help make cuba a free country pls thanks for all the environment
ReplyDeleteArtigo lamentável. Parece que foi escrito pelo próprio Lula. O autor chega ao ridículo de se perguntar porque grupos terroristas não fazem pedidos por intervenções externas nos países em que atuam (!!!???Ele escreveu isso!!!!)...mas eles fazem...As FARC não solicitaram ajuda a Chavez? A MPLA não solicitou ajuda a Cuba? E etc. O coitadinho não sabe porquê Cuba é tão citada. É fácil: Cuba, junto com China e Coréia do Norte são ainda os últimos remanescentes de uma triste história, são fósseis ideológicos vivos. China é hoje a mais feroz ditadura do capital existente, tendo abandonado a lenga-lenga comunista em favor da exploração desumana de sua própria população. Coréia do Norte é aquela desgraça. Cuba, coitadinha está se desmilinguindo na miséria humana proporcionada por um regime que torra todos os seus tostões em uma máquina de opressão...racionando tudo para o povo. Veja os castristas, os trapos que vestem, o racionamento de pão, comida e etc. Cuba é o registro fiel do que é a falta de sabedoria. Desejar resolver os problemas na base da porrada, fuzilando aqueles que discordam como se fossem inimigos...uma idéia imbecil que só pode sobreviver numa mente imatura ou incapaz.
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